Um Ponto De Fuga

domingo, julho 31, 2005

Bump Idea!

Uma ameaça?

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Helmut Newton, They´re Coming, 1981

Só em 1981 a vogue francesa teve coragem de publicar a foto, uma metáfora erótica sobre a mudança de imagem, que se operava na mulher...blá, blá, blá: "a moda como desculpa para usar roupagem". Adiante... Helmut Newton, era a objetiva de Freud, formou-se entre as duas grandes guerras nas escolas de cinema Germânicas, as suas fotografias eram um festim da realidade latente, ele retratava as ideias, fantasias e desejos coletivos como o inventário que movia o mundo. Esta foto, é o teatro...(sim, são mulheres), mas com a cortina praticamente descortinada, apenas os sapatos pontuam um laivo de moda.
Segundo o fotografo, uma mulher só esta nua se estiver de saltos altos, fetiche... ou dura e insensata dependência da moda... não sei, mas em jeito de recomendação, afirmo:

Vistam-se, porque assim tem mais piada!

sexta-feira, julho 29, 2005

Espaço Gestáltico VS Espaço Fenomenológico

Definir a expressão num contexto Gestáltico é fazer referência sobretudo aos dados estruturais percetivos do objeto, mais precisamente aos dados que o cérebro lê de antemão, com os quais vai criar uma imagem integral do objeto. Deste modo, os objetos nunca dependem da sua realidade, mas sim de esquemas apriorísticos que constituem princípios primários comuns a psique humana. Compreende-se desta forma que a expressão do objeto arquitetónico se situa na síntese das qualidades geométricas, cor, luz, som e textura modificáveis pelo ambiente onde se inserem. Por vezes esta força é tal, que retemos a sua síntese do aspeto expressivo do objeto e não conseguimos segregar as suas propriedades individuais ou aspetos parcelares.
O Platónico Pavilhão de Barcelona, de Mies Van Der Rohe, na foto ao lado, com as suas linhas e planos de ilusão constituem esquemas mentais a priori, cuja compreensão é realizável em abstrato.

A expressão Fenomenológica, recusa a nossa memória intuitiva e apriorística, e foca o papel determinante do ambiente exterior em influenciar a essência humana. Esta perceção constitui uma tentativa de reunir a sensibilidade e o julgamento subjetivo num só conceito, são a nossa experiência do real, rigorosamente o que apreendemos pelo olhar. O espaço já não é compreendido por uma funcionalidade, ou por uma conceção objetiva comum à psique humana, que se realiza fora do real, mas sim algo com carácter e valor de lugar, a valorização do Genius Locci radica aqui mesmo.
A Casa Shodan de Le Corbusier, não é o Macdonals Standart/Global, é filha do espaço e do ambiente que ocupa, determinada pela estações e o ciclo solar dos dias, é uma casa indiana, terrena com as suas ventilações naturais e as suas transparências, é um entendimento do lugar e da sua emoção anexa, uma extensão do próprio carácter do local.

Conteúdo Teórico do excelente "Victor Consiglierim, A Morfologia da Arquitectura"

Trepanação (2)

Para um definição profunda e alegórica ver este post no Linha Dos Nodos.

quinta-feira, julho 28, 2005

Le Corbusier + Einstein

Eureka, Teoria da Relatividade e Modulor, lado a lado, le corbusier sempre teve um ar campónio, um incompreensível anti-fashion dada a sua profissão e gosto por artes afins.
Using such a system of commensurate measurements Le Corbusier proposed that architects, engineers and designers would find it relatively simple to produce forms that were both commodious and delightful and would find it more difficult to produce displeasing or impractical forms. After listening to Le Corbusier's arguments Albert Einstein summarised his intent as being to create a "scale of proportions which makes the bad difficult and the good easy."

quarta-feira, julho 27, 2005

Trepanação

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Trepanação:

-substantivo feminino;
-operação cirúrgica para retirar uma parte de um osso, geralmente da caixa craniana;
Elaborado por uma amiga, (mais uma, é verdade!) com pretensões de Designer, sim pretensões, porque até lá ainda vai ter que subir muito na vertical.
Campo, Forma e Estrutura... componentes de Teoria do Design cuja aplicação é nula na maioria dos trabalhos, por isso é que o Design será sempre uma laboração no feminino, é tudo deleite estético, simulação e escamoteação das fraquezas, em tudo semelhante as mulheres.

Curved Wall

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Bearclaw Rocking The Curved Wall at Monster Park, BikeMag.com

Sinceridade Proscrita

A verdade permanece sepultada sob as máximas de uma falsa delicadeza.
Chama-se saber viver à arte de viver com baixeza. Não se põe diferença entre conhecer o mundo e enganá-lo; e a cerimónia, que deveria ater-se inteiramente ao exterior, introduz-se nos nossos costumes mesmos.A ingenuidade deixa-se aos espíritos pequenos, como uma marca da sua imbecilidade. A franqueza é olhada como um vício na educação. Nada de pedir que o coração saiba manter o seu lugar; basta que façamos como os outros. É como nos retratos, aos quais não se exige mais do que parecença. Crê-se ter achado o meio de tornar a vida deliciosa, através da doçura da adulação.
Um homem simples que não tem senão a verdade a dizer é olhado como o perturbador do prazer público. Evitam-no, porque não agrada; evita-se a verdade que anuncia, porque é amarga; evita-se a sinceridade que professa porque não dá frutos senão selvagens; temem-na porque humilha, porque revolta o orgulho que é a mais cara das paixões, porque é um pintor fiel, que faz com que nos vejamos tão disformes como somos. Não há por que nos espantarmos, se ela é rara, é expulsa, proscrita por toda a parte. Coisa maravilhosa: só a custo encontra asilo no seio da amizade! Seduzidos sempre pelo mesmo erro, não fazemos amigos senão para dispormos de pessoas particularmente destinadas a comprazer-nos, a nossa estima acaba com a sua complacência; o termo da amizade é o termo dos agrados. E tais agrados que são? Que é o que nos agrada mais nos nossos amigos?
São os contínuos louvores, que deles recolhemos como tributos.
Baron de Montesquieu, in Elogio da Sinceridade

terça-feira, julho 26, 2005

A Última Ceia, Leonardo Da Vinci

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O salvador acaba de pressagiar o pecado, com as seguintes palavras:
-Um de vós me há-de trair!
-Sou eu Senhor? (os discípulos perguntam em uníssono)
Será esta a interpretação literal da Bíblia, com o Judas a esquerda segregado e sombrio ou o gesto de Cristo, é antes submissão à vontade divina da oferta. A Eucaristia, a partilha do seu próprio corpo:
-Tomai e comei; este é o meu corpo; (Tomou o cálice)
-Bebei dele todos, porque este é o meu sangue...

segunda-feira, julho 25, 2005

Larkin Building, F.L. Wright

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F.L. Wright, Larkin Building, New York

Tricky "Homónimo"

Acesas discussões em torno do que geralmente se considera música de génio redundam em nadas, porque existe sempre um imbecil que sai com o lugar comum em forma de palavras "gostos não se discutem", não é necessário ter uma formação em artes para compreender a falsidade minimal da resposta, para evitar isso, dedelho pela internet a procura de estatísticas, reviews e coisas mais que atestem uma tendência da crítica musical.
Esta coisa à esquerda, esta sleeve, tem exatamente 10 anos, o seu conteúdo musical não tem precedentes de forma patente. Para abalar a coisa, conta-se que foi engendrado por um negro rabugento, avesso a entrevistas, perito em samples, caixas de ritmos e Hip-Hop... que felizmente foi expulso dos Massive Attack.
After all, there's so much going on here -- within the production, the songs, the words -- it remains fascinating even after all of its many paths have been explored (which certainly can't be said of the trip-hop that followed, including records by Tricky). And that air of mystery that can be impenetrable upon the first listen certainly is something that keeps Maxinquaye tantalizing after it's become familiar, particularly because, like all good mysteries, there's no getting to the bottom of it, no matter how hard you try.

domingo, julho 24, 2005

Lance Armstrong


"I once met three guys named, pain, suffering and scrifice. Now we´re inseparable. We´re best Frinds."
Sete vezes vencedor do Tour, este é um post em forma de presságio já que por esta altura ele ainda não o ganhou. Este corredor atesta que a sobredotação pode não ser intelectual.

quinta-feira, julho 21, 2005

Eldery People

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quarta-feira, julho 20, 2005

Inveja!

Fico com inveja quando gentinha, miserável, tacanha e atávica faz post´s tão originais como estes.

Hoje não digo mais nada. (não confundir com falta de assunto ou ideias!)

terça-feira, julho 19, 2005

A Mãe das Artes

Ninguém que não seja um grande escultor ou pintor pode ser um arquitecto. Se não
é um escultor ou pintor, apenas pode ser um construtor.

John Ruskin, Lectures on Architecture and Painting

segunda-feira, julho 18, 2005

O Semblante do Século: XX

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Arquitectura e Prostituição

The delicate balance between these factors helps explain why, for instance, the typical prostitute earns more than the typical architect. It may not seem as though she should. The architect would appear to be more skilled (as the word is usually defined) and better educated (again, as usually defined). But little girls don’t grow up dreaming of becoming prostitutes, so the supply of potential prostitutes is relatively small. Their skills, while not necessarily “specialized,” are practiced in a very specialized context. The job is unpleasant and forbidding in at least two significant ways: the likelihood of violence and the lost opportunity of having a stable family life. As for demand? Let’s just say that an architect is more likely to hire a prostitute than vice versa.
LEVITT, S.; DUBNER, S. - Freakonomics: A Rogue Econonomist Explores the Hidden Side of Everything. 1st ed. New York : William Morrow, 2005. ISBN 006-07-3132-X

Visto no Enfado

domingo, julho 17, 2005

Charles Jeanneret- Le Corbusier


Na sua existência como um Deus Desmembrado, na dupla natureza de um Demónio Cruel e Selvagem e de um Soberano Bondoso e amável.
Nietzsche, O Nascimento da Tragédia

Le Corbusier deve ter sido quem produziu mais planos não solicitados e não pagos de toda a história da Arquitetura. Para muitos planos, devia ter realizado mais de 150 desenhos, proclamando que desenhava planos para Paris desde 1912 até 1960 sem interrupção. Muitos deles estão cuidadosamente trabalhados e detalhados. Apesar de serem completamente gratuitos, e num sentido prático, absolutamente disparatados. Quem, salvo um louco, continuava produzindo, ano atrás ano, esquemas urbanos que eram ridicularizados e denegridos e que nunca teriam a mais ligeira oportunidade de ser construídos?... Como dizia Le Corbusier, referindo-se a si mesmo com amarga lógica:

O Urbanismo expressa a vida de uma época. A Arquitetura revela o seu espírito. Alguns Homens tem umas ideias originais e recebem pelos seus sofrimentos, um pontapé no traseiro.

Plan Voisin

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Aqui tem, ao mesmo tempo, lugar a vitória final e a derrota de Le Corbusier. Tendo Triunfado sobre a Academia Clássica e ficado famoso por todo o Mundo, é inequívoco que a sociedade nunca aceitou a sua moralidade básica e as suas verdades universais. Apesar de a sua vida ter sido um fracasso a um nível tão fundamental, sempre foi válida a sua energia indestrutível e a alegria que expressava em cada momento. Esta exuberância e energia irreprimíveis alternavam em contraponto com desgosto e amargura. Num certo sentido, estavam relacionadas com as profundas depressões, que só se podiam dar numa pessoa, com esperanças tão ambiciosas que se sentiria sempre defraudada. A presença nos seus edifícios, deste conflito, chega a ser tão importante, como as suas declarações e escritos, equivalendo de certa maneira a um Auto Retrato. As fotografias de Le Corbusier apenas mostram uma miragem fria, de outro Mundo, atrás do seu semblante "forjado". O seu rosto era sempre intenso, inflexível e, as vezes, extremamente trágico. Assim também são os seus Edifícios.

Vários Autores; MOVIMENTOS MODERNOS EN ARQUITECTURA...tradução do Espanhol

Notre Dame du Haut

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Digital Materials

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Digital Manufacturing at Georgia Tech
Archinect member and Georia Tech alumni weave has just posted several images of the recently completed installments at the Georgia Tech College of Architecture. These installments are of digitally fabricated projects using varying materials. The class was instructed by Monica Ponce de Leon and was split between design (1 semester) and building (1 semester). Each student group was given a budget to fabricate their designs. This was done in collaboration w/ the Georgia Tech Advanced Wood Products Lab, a research institution of the college of architecture. View Images
Gamado da Archinect

sábado, julho 16, 2005

No Logo ®

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Telemóveis state-of-the-art, que vos dão a ubiquidade da informação, clínicas body building, fitness, clearasil na adolescência, compostura e higiene, perder a personalidade em carros e indumentária, estar up-to-date por tudo o que é moda, vida nocturna, discos, filme da semana, romarias ao shopping...
Já vimos que a Hipocrisia patética do "fait divers" por meio das comunicações de massa, exalta com todos os sinais da catástrofe (mortes, assassinos, violações, revolução) a quietude da vida quotidiana. Semelhante redundância patética dos sinais pode ler-se em toda a parte: exaltação dos extraordinariamente jovens e dos provectos em idade, emoção colectiva perante casamentos de sangue azul, hino dos "mass média" ao corpo e a sexualidade, assiste-se em toda a parte à desagregação histórica de certas estruturas que, sob o signo do consumo, festejam de alguma maneira e simultaneamente o seu desaparecimento real e a sua ressurreição caricatural. Os velhos encontram-se sós, fora da circulação? Promove-se o enternecimento colectivo pela velhice. E, de maneira mais ainda clara: enaltece o corpo à medida que se atrofiam as respectivas possibilidades reais, sendo cada vez mais acossado pelo sistema de controlo e de constrangimentos urbanos, profissionais e burocráticas.
Jean Baudrillard, A Sociedade de Consumo

sexta-feira, julho 15, 2005

Espontaneidade Pública Inexistente

O público não é crítico, não pensa espontaneamente. Na escolha do que lê, na própria disposição do seu bom gosto, é guiado por influências externas. Este fenómeno vê-se com particular clareza no caso das modas, mormente nas do vestuário, em que determinadas casas de criações do género determinam o que há de ser de bom gosto, e efectivamente todo o público segue o critério que lhe é assim imposto. É frequente, anos mais tarde, o homem ou a mulher que se teve por vestindo com o melhor gosto em tal época, pasmar, ante um seu retrato e vendo-o à luz de novas modas e novos tipos de gosto, de como algum dia considerou de bom gosto ou de qualquer espécie de elegância o desastrado fato ou vestido que relembra.

Temos, pois, que para o público apreciar um pintor, um poeta, um músico, que não seja banal, tem que haver quem chame a atenção do público para ele. O espírito humano espontaneamente aceita só o que já conhece; e como o valor, em qualquer secção da actividade humana superior, reside essencialmente na originalidade, resulta que não há aceitação espontânea, nem a pode haver, de um autor ou artista, que seja espontaneamente aceite pelo público. O que há é nações e épocas em que o meio culto é influente e perspicaz, e rapidamente impõe um autor novo ao público geral.
Fernando Pessoa, in Correspondência

quinta-feira, julho 14, 2005

A Muralha da China

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quarta-feira, julho 13, 2005

It´s all In Your Fingers

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Invocar em Abstracto

É interessante comparar os monumentos Arquitectónicos antes e depois do Pós-Modernismo, se no primeiro espaço temporal, o valor do monumento era sublinhado pela história do Lugar, ou de qualquer ritual que lhe era associado, o segundo espaço temporal é marcado pelo vazio do conteúdo explicitamente histórico, o seu sentido é dado e exposto pelo autor e nunca pelo peça em si.
Conseguem associar a obra de Eisenman ao genocídio Ariano, em relação aos Judeus, sem um background informativo propalado pelos média?

The honest thing is, it’s not how I feel,” he says. “What’s going to be interesting is, like, you, walking in the field. People haven’t walked in the field. You’ve got to walk in the field to see how you feel. You’ve got to be in it.” The field he refers to is the 2,000 sq m city block just south of the Brandenburg Gate that is now occupied by 2,750 concrete monoliths – Berlin’s main monument to the murder of Jews by the Germans under Nazism. The memorial has been one of the most controversial architectural projects of recent years, dogged by political interventions, changes of government, and arguments hinging on Germany’s collective guilt over the Holocaust. The project was even halted for a month when it was discovered that Degussa, the manufacturer of the anti-graffiti coating used on the memorial, owned a company that supplied Zyklon B nerve gas to extermination camps before and during the Second World War.(...)
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terça-feira, julho 12, 2005

LCD SOUNDSYSTEM

Existe por aqui alguém a considerar o disco dos LCD SOUNDSYSTEM, boa música, alguma coisa com qualidade ou como a maioria da crítica Inglesa, um dos Next Big Thing que afloraram o mercado nos últimos cinco anos. Após diversas sessões de Headphones, é demasiado happy para mim, tem qualquer coisa de Disco, uns arranjos foleiros de feira popular e as lyrics ("yeah, yeah, yeah") de todo inconsequentes.

segunda-feira, julho 11, 2005

Lei Contra o Cristianismo

Promulgada no dia da Salvação, no primeiro dia do ano Um
(30 de Setembro de 1888 da falsa cronologia)

Guerra de morte contra o vício: O vício é o cristianismo

Artigo primeiro
. É viciosa qualquer forma de antinatureza. O tipo de homem mais vicioso é o sacerdote: ele ensina a antinatureza. Contra o sacerdote não temos razões, temos a penitenciária.

Artigo segundo
. Qualquer participação num serviço religioso é um atentado à moralidade pública. Deve-se ser mais severo com os protestantes do que com os católicos, mais severo com os protestantes liberais do que com os puritanos. Quanto mais alguém se aproxima da ciência, tanto mais criminoso é ser cristão. O criminoso dos criminosos é, por consequência, o filósofo.

Artigo terceiro. O sítio execrável, em que o cristianismo chocou os seus ovos de basilisco, deve ser arrasado e, sendo lugar ímpio na Terra, deve inspirar pavor a toda a posteridade. Deverão ser criadas aí serpentes venenosas.

Artigo quarto
. A pregação da castidade é uma pública incitação ao antinatural. Todo o desprezo pela vida sexual, toda a profanação desta através da noção de «impuro» constituem o autêntico pecado contra o espírito santo da Vida.

Artigo quinto. Comer a uma mesma mesa com um sacerdote é motivo de exclusão: quem o fizer excomunga-se da sociedade honrada. O sacerdote é o nosso «tchandala»: há que proscrevê-lo, esfomeá-lo, expulsá-lo para qualquer tipo de deserto.

Artigo sexto. Deve-se chamar a história «sagrada» pelo nome que ela merece, ou seja, história maldita; deve-se empregar as palavras «Deus», «Salvador», «Redentor», «Santo», como injúrias, como designativas de criminosos.

Artigo sétimo
. O resto conclui-se daqui.
Nietzsche, O Anticristo

sexta-feira, julho 08, 2005

Herzog

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Allianz Arena, Munich

quinta-feira, julho 07, 2005

Mental Illness and Creativity: Are The Two Linked?

Talvez seja romancear, talvez seja selecionar casos específicos e formar generalidades, mas que não haja dúvida que todo o artista tem um claro emotion attach com o abismo, não será por acaso que Nietzsche fundou um profunda influência secular num punhado de artistas desde a sua morte, a sua mentalidade anárquica, procurando reviver o mundo anterior ao cristianismo, encontrava nos ideários dos artistas, objetivos que extrapolavam a vidinha mundana. Mas o que importa discernir é se existe sempre a partida um sintoma patológico que induz à praxis da conduta do Artista, ou se será mesmo esta conduta de isolamento, persuasão de interesses e quase ascetismo que conduz a um qualquer estado de mental illness, que não exista como precedente. Seja como for, os artistas malditos legaram à humanidade muita inteligência e beleza humana, Pessoa não seria o que foi se não existisse em si um excesso de capacidade imaginativa, que o leva a preterir de grande parte da sua vida, Van Gogh não teria deixado a loucura plasmada em telas se apenas fosse um excelente Pintor, mais do que uma vida sôfrega foi necessário capacidade e persuasão, com os custos devidos, danos sequentes e uma entrada nos anais da História.
There have been various discussion threads on the Painting Forum about artists and depression, whether being creative predisposes you to being depressed. Sheri asks: "Why is it that artist's have a need to find an excuse for our mental illness? Do the others, as there are as many, need this assurance that what they are doing is the consequence of mental illness?

"I am mentally ill. I am an artist. Are the two related? Only as far as the two are housed in one body, and that is not something anyone has any control over. I just encourage those of us with artistic abilities to continue as long as it does something for you. When it stops doing that, then stop making art."

Vagabond Elf, on the other hand, says: "I think painting, or creating in any form, makes us sane not mad. I think we go mad when we don't paint. My therapist told me that I should create in any form that pleased me and to do it as often as possible (within balance of course) because it kept depressive and panic episodes at bay."

A Arte é Unívoca

A beleza começou por ser uma explicação que a sexualidade deu a si-própria de preferências provavelmente de origem magnética. Tudo é um jogo de forças, e na obra de arte não temos que procurar «beleza» ou coisa que possa andar no gozo desse nome. Em toda a obra humana, ou não humana, procuramos só duas coisas, força e equilíbrio de força - energia e harmonia.
Perante qualquer obra de qualquer arte - desde a de guardar porcos à de construir sinfonias - pergunto só: quanta força? quanta mais força? quanta violência de tendência? quanta violência reflexa de tendência, violência de tendência sobre si própria, força da força em não se desviar da sua direcção, que é um elemento da sua força?
Fernando Pessoa, in Correspondência

quarta-feira, julho 06, 2005

How Architecture Commemorates Tragedy

Jumping from tragicomedy to theory, Arad traced the road to where he is now: from his early days of pretending to go on paternity leave so that he could finish his memorial proposal, to having an unintelligible phone conversation with the memorial jury during the final round of decision-making. “I couldn’t hear anything that they were saying,” he said. “Maybe that’s why they selected me.”

In contrast to Arad’s self-deprecation, Eisenman--the next speaker--was confident and chatty. The designer of the Memorial to the Murdered Jews of Europe admitted that anti-Semitism only first disturbed him when, as a ten-year-old Jew, he wasn’t allowed to dance with the Gentiles at the school events. “I’d look at the lovely blonde girls,” he said, “and think something was wrong.” His Berlin memorial, he claimed, didn’t answer questions about how people could allow the Holocaust to happen, or how people could recover and heal; rather, it articulated a singular experience. Indeed: in the course of his design research, Eisenman spoke to an Auschwitz survivor who described his mindset while at the death camp: speechless, silent, alone, disoriented, lost in space. With those words, Eisenman found his memorial.

Coming at the memorial process from a different direction, Blumenthal, the CEO of the Jewish Museum Berlin, discussed the difficulties of making Daniel Libeskind’s stand-alone museum a functional building. Commenting on Eisenman’s Berlin memorial, he added that he doubted all Germans would read it in the way the architect had intended, or even recognize that articulation, rather than response, was the crux of the memorial’s success. But that said, he didn’t think that disconnect would lessen the piece’s effect.

During the talk’s question-and-answer period, an audience member questioned the validity of spending millions of dollars to romanticize history. Why build an ultimately functionally useless memorial, he asked, when so many Holocaust survivors are in dire need of financial assistance? Eisenman and Young vehemently disagreed, while Arad stepped up, summarizing the last hour-and-a-half. “The memorial is there to provide an experience,” he said. “I wouldn’t see that as romanticizing.”
MetropolisMag

Stalker

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"...It looks staggeringly beautiful, and takes PC visuals to a place we've all been looking forward to for a long, long time..."
EuroGamer
"...a top notch physics engine..."
PC Gaming World
"...Stalker is certainly going to be a feast for the eyes..."
PC Format
April 12, 2006, 02:33 p.m.

Chernobyl zone was lit by an intolerably bright light. The clouds were evaporating in the silver bright sky with a thunder and earthquake to follow. People fell on the ground facedown closing their bleeding eyes and ears. The glow spread over an immense territory which was subsequently called the Zone. People ran away saving their lives. It looked like a radioactive explosion at the nuclear plant occurred. The army sealed off the Zone..........
Para que as duvidas se dissipem, o Personal Computer ainda é por excelência a melhor plataforma de jogos, este jogo é a prova cabal disso.

domingo, julho 03, 2005

NoN

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Entering a dark age of innovation?

SURFING the web and making free internet phone calls on your Wi-Fi laptop, listening to your iPod on the way home, it often seems that, technologically speaking, we are enjoying a golden age. Human inventiveness is so finely honed, and the globalised technology industries so productive, that there appears to be an invention to cater for every modern whim.
But according to a new analysis, this view couldn't be more wrong: far from being in technological nirvana, we are fast approaching a new dark age. That, at least, is the conclusion of Jonathan Huebner, a physicist working at the Pentagon's Naval Air Warfare Center in China Lake, California. He says the rate of technological innovation reached a peak a century ago and has been declining ever since. And like the lookout on the Titanic who spotted the fateful iceberg, Huebner sees the end of innovation looming dead ahead. His study will be published in Technological Forecasting and Social Change.
Artigo completo no NewScientist

sábado, julho 02, 2005

Rochamp Section

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Edifício paradigma na caminhada pessoal que Le Corbusier fez pela Arquitetura, a afastamento do famoso poema da ângulo reto inicia-se aqui e tem o seu paroxismo na Pavilhão Phillips. Nunca tinha visto as entranhas de Rochamp, numa projeção ortogonal, afinal os edifícios endeusados também tem estrutura!

Chapelle Rochamp, (Arch. Le Corbusier)

sexta-feira, julho 01, 2005

Fundação Ibere Camargo-Porto Alegre-Brazil

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Siza! Atentados à escola do porto! Ainda por cima a jogar fora de casa, muito edipiana esta tentativa de matar os pais, espero que não se transforme num leit motiv projectual daqui em diante. Nem relação com a história, nem citação de Le Corbusier, nem fenómenos de hipertextualidade, numa idade crepuscular a (a)riscar fora da casca! Mas a Tradição ainda é um desafio à Inovação?

Estes carapaus vão servir para alguma coisa?

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Traços Ocultos de Leonardo Revelados

The National Gallery revealed yesterday that it owns a previously unknown work by Leonardo da Vinci but will never be able to exhibit it.The first scientific study of The Madonna of the Rocks, a beautiful but puzzling painting which, some suggest, is a studio copy of an original in the Louvre, has disclosed preparatory drawings for a completely different picture.Under an infrared camera, layers down, beneath the drawings for the present painting, an entirely different image shone out: a kneeling woman, one arm folded across her breast, one flung out, probably intended as a Madonna looking down on a sleeping infant who was never drawn in.
Guardian

Treta Ideológica

Será que o Álvaro Siza, partilhou o prémio pecuniário resultante do Pritzker, de forma igualitária pelo ateliê, um assumido comunista, passava por cima destas "massagens" ao Ego e recusava prontamente e com relutância o prémio! Sartre dispensou o Nobel da Literatura com natural enfado e desdém.